Mateus Starling

"Mateus é um guitarrista muito promissor que graciosamente toca sem ter que soar como outras pessoas."

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Mateus Song's

Lost Dog

Santo Angelo

T Miranda

Testemunho

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"Onde esta o sábio? Onde está o erudito? Onde está o questionador desta era? Acaso não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? 1Co 1;18

ONDE TUDO COMEÇOU DE VERDADE (testemunho)

Comecei tocando guitarra com 12 ou 13 anos de idade e em todo esse processo me dediquei muito ao instrumento, mas meu foco sempre esteve dividido entre o meu instrumento e a possibilidade de ter uma banda e fazer sucesso.

Em 2002 eu já havia lançado algumas coisas no âmbito da musica instrumental, inclusive uma trilha para a rede globo, mas foi nessa época que também resolvi embarcar na proposta de compor e fazer uma banda pop. Resumindo uma longa estória, consegui experimentar certa fama nos anos subseqüentes, principalmente em 2004 onde tinha minhas musicas tocando nas rádios e na Televisão.

A minha banda começou a ser tudo para mim, onde eu investia o meu tempo o meu dinheiro, me dedicava de forma valente e estava 100% certo de que a explosão nacional estava prestes a acontecer.

Mas quase sempre não temos o controle total de nossas vidas e em 2004 me casei apaixonado por uma linda mulher. Já estava cansado de viver um estilo de vida de “pop star quase famoso”. As pessoas vibravam com os meus solos de guitarra, pessoas cantavam os nossos refrões, mas tudo aquilo só me mantinha alegre por algumas horas e o estar com muitas mulheres já não me preenchia por nenhum minuto.

Casar para mim, além de ter sido uma decisão do coração, foi também uma fuga daquele estilo de vida que eu estava vivendo.

Casei sem alardes, mas casei bem casado. Porém, dentro do meu coração nada mudava e aquele buraco ainda estava lá, aquela falta de alguma coisa que nos pega despercebidos quando estamos no silêncio do nosso próprio ser continuava martelando e me fazendo perguntar o propósito de tudo o que eu vivia. Será que existia um propósito para minha vida que eu estava ignorando?

Já havia lido muitos livros de mestres do oriente, meditação, mas aquelas estórias soavam tão distantes e irreais para mim. Já tinha usado também a Bíblia de “inspiração” para compor, principalmente numa época de metaleiro onde o livro de apocalipse tinha estórias legais como os cavaleiros da escuridão, os 7 selos e bla, bla, bla.

Que doidera!!! Eu tinha tudo, mas ao mesmo tempo não tinha nada. Isso que eu acabei de falar pode não fazer sentido para você, mas para mim fazia, pois eu estava vivendo os sonhos que eu tinha quando adolescente, porém não me sentia verdadeiramente realizado. Ficava momentaneamente completo com as conquistas profissionais e pessoais, mas quando o frenesi passava tudo era novamente insuficiente.

Enfim, a estória tem um final feliz e já vou direto para ela.

Desenterrei uma Bíblia que tinha na minha casa, nem sei te explicar porque, mas de alguma maneira fui convencido de que naquele livro existia algo que poderia me explicar muitas coisas.

Sempre fui um devorador de livros, mas quando comecei a ler o livro de Mateus deixei de lado todas outras literaturas que estavam sobre o meu criado mudo. Aquilo ali começou a soltar como palavras vivas nos meus olhos, era como se eu estivesse me alimentando de um liquido invisível que ia direto para a minha alma. Estava sendo impactado com o que estava escrito ali, ao ponto de que comecei a mudar o meu estilo de vida. Para mim não tinha nada de religião ou religiosidade no que eu estava fazendo, mas simplesmente era algo real que começou a me moldar. A vida de Jesus me impactou de uma forma que eu comecei a enxergar Aquele homem de uma maneira que eu jamais havia imaginado, não aquele Jesus pregado na cruz, magrinho e morto, mas um Jesus que saiu de seu trono e sentou-se ao lado de minha cama e começou a me explicar o que aquelas palavras queriam dizer. Ele já era o meu primeiro e ultimo pensamento, era o assunto do meu casamento, e nessa doideira a minha esposa começou a embarcar comigo, e sadiamente piramos juntos na mesma viajem.

Em meados de 2004 Deus falou comigo quando eu estava parado no aterro do flamengo num sinal em frente ao numero 72. Estava indo para Cabo Frio passar o fim de semana e Deus me falou assim: “Você precisa ir ali”. Ao mesmo tempo em que foi estranho também me senti como se a voz viesse do meu melhor amigo e disse para minha esposa: “No domingo temos que ir naquele locar porque Deus acabou de falar comigo”.

E domingo eu vim mais cedo de Cabo Frio, sem nem mesmo saber a que horas abriria aquela igreja (comunidade evangélica internacional da zona sul). Ninguém me havia convidado para ir até lá a não ser o próprio Jesus. Em momento algum me questionei se era propício eu estar indo naquele lugar, muito pelo contrário, fui com total convicção de que estava indo para um lugar especial.

E foi naquele dia que selei uma decisão que mantenho a 6 anos, a de ter entregue a minha vida a Jesus. Não aceitei Jesus porque eu era inseguro, nem porque era drogado ou estava em estado de depressão, aceitei Jesus porque Ele era tudo o que faltava para minha vida e naquela decisão percebi que Ele era a resposta que eu estava perseguindo, não era religião, nem realização profissional ou familiar, o que faltava em mim era a presença de Deus em minha vida.

Não pedi a Deus nada, simplesmente entreguei tudo o que eu era e naquele dia eu não queria mais viver na força do meu braço, mas queria viver a vontade Dele. Naquele dia Ele passou a ser o numero 1 e eu estava em segundo plano.

A cada dia Deus tem acrescentado grandes vitórias em minha vida, tenho vivido a vontade e o tempo de Deus, mesmo que às vezes seja difícil de entender isso, mas hoje a minha vida é um reflexo da decisão que fiz a quase 6 anos atrás. Tenho feito a minha parte, mas tenho visto o quanto Deus tem mexido ao meu favor e sei que isso é apenas o começou, pois o meu Pai me ama e quer sempre o melhor para mim. Te amo Jesussssssss!!!!!!!!!!!!!!

Se de certa forma o que eu escrevi fez também sentido para você não deixe de colocar Jesus em seu coração, não é religião, mas é Deus, Ele ama a todos da mesma maneira, mas espera apenas que você abre o seu coração para que Ele possa entrar. Abra sua Bíblia hoje (se você não tem existem Bíblias online) e peça para que Jesus fale com você através da palavra de Deus.

Um grande abraço e fiquem na paz de Jesus.

Mateus Starling, 12 de Maio de 2010

 

A gravação do cd Kairos (Dezembro de 2008)

Este cd foi gravado em duas etapas. Inicialmente o meu projeto era gravar apenas em formato de trio, e no final de julho de 2008, entrei no estúdio com o baterista Edu Nali e o baixista Caio Slonzon para gravar 5 músicas.

 

Todo o cd foi gravado ao vivo, com os instrumentistas tocando simultaneamente. Minha expectativa era de captar a interação da banda nos improvisos, da maneira que o jazz sempre foi registrado, e é desta forma que eu acredito que o trabalho registra um momento único na nossa vida, que nunca mais poderá ser repetido.

 

Bem, gravamos 2 ou 3 takes de cada música e então escolhi o que eu achei melhor.

 

Nesta mesma época eu estava voltando a cursar o meu ultimo semestre na Berklee, tanto o Caio quanto o Eduardo estavam se graduando e eu precisava montar novamente o meu projeto, tanto para gravar o restante das músicas, quanto para fazer algumas apresentações.

 

No meio da correria do semestre, eu não estava tendo tempo suficiente para compor o restante das músicas, e também não tinha idéia de quem iria chamar para terminar o projeto. Pedi a Deus para que me desse uma luz e uma direção. Dias depois estive mostrando minhas músicas para um colega guitarrista chamado Bryan Baker e ele me disse: “Por que você não coloca um sax dobrando as melodias? Acho que os temas das músicas ficariam mais evidentes”.

 

Minha proposta era realmente fazer um cd com trio, mas a idéia ficara no ar.

 

Nesta mesma época, eu também estava estudando com o Hal Crook, e no fim de uma aula ele me apresentou o Pablo Eluchan (baterista) e disse que seria uma boa eu tocar com ele, já que nós tínhamos um grande interesse em tocar free jazz.

 

Percebi que eu já tinha um baterista, mas faltava um baixista, e conversando com o Pablo eu contei o perfil de um baixista que eu queria, e que deveria ser alguém que tivesse fluência no jazz e no rock e ele pensou no Chris Cabrera.

 

Inicialmente eu não sabia quem era, mas depois que o Pablo me apresentou ao Chris lembrei logo que tínhamos feitos uma aula de solfejo indiano com o Bruno Raberg, baixista sueco que dá aula na Berklee.

 

A partir deste momento começamos a ensaiar e músicas novas foram surgindo. Lá para novembro comecei a sentir realmente uma necessidade de chamar um saxofonista para dobrar as melodias e fazer umas linhas e contra pontos e, então, o Chris me falou do Jesse Scheinin, que também tinha estudado com o Hal Crook e estava na pilha de tocar free jazz. Ele topou na hora fazer o som, e com ele fizemos uns 3 ensaios e fizemos o meu senior recital e 4 dias depois estaríamos entrando no estúdio para gravar.

 

No sábado estava combinado de sairmos de Boston às 8 da manhã em direção a New Hempshre, uma viagem de 2 horas até o estúdio do engenheiro Randy Roos. Quando acordei e olhei para a janela estava caindo uma tempestade de neve que já durava quase um dia, as ruas, as calçadas e lagos estavam completamente cobertos de neve, e logo vi que era doideira sair de casa naquelas condições. Se eu não gravasse o cd no sábado não teria como eu remarcar porque era fim de ano e todos os músicos iriam viajar para suas respectivas famílias.

 

Neste momento eu orei e falei com Deus: “Pai, se não for a sua vontade que eu grave este cd hoje, meu carro não vai nem sair do estacionamento”. O estacionamento do meu prédio estava com 2 palmos de neve no chão e eu entrei no carro com o coração tranqüilo e pensado: “Se o carro não sair daqui é a vontade de Deus”.

 

Bem, no fim das contas o carro saiu do estacionamento sem nenhum esforço e nós fomos para o estúdio em baixo de neve. A estrada na região de Boston não estava tão mal, mas quando entramos no estado de New hempshere o negocio estava feio, vários carros fora da pista, mas eu estava no carro dirigindo e os anjos do Senhor provavelmente segurando o carro no chão.

 

Chegamos ao estúdio às 11 da manhã, com 1 hora de atraso, mas logo começamos a gravar e no fim das contas eu regravei 3 músicas que tinha gravado com o trio e mais 3 músicas novas, percebi que o sax tinha trago algo especial para as músicas e resolvi deixar o cd com 6 músicas gravadas com o quarteto e 2 músicas com o trio. Com o quarteto gravamos 2 takes de cada música e no fim das contas escolhi o que achei mais legal.

O resultado do cd esta ai, e espero que gostem. Foi muito divertido gravar o cd desta forma, rolou uma energia muito legal no estúdio e acredito que quem ouvir o cd vai poder captar esta energia.

 

Fiquem todos com Deus.

Créditos:

Mateus Starling – guitarra e composições (Rio de Janeiro – Brasil)

Caio Slonzon – baixo (São Paulo – Brasil)

Edu Nali – bateria (São Paulo – Brasil)

Jesse Scheinin – sax tenor (California – USA)

Chris Cabrera – baixo (Florida – USA)

Pablo Eluchans – bateria (Santigo del Chile – Chile)